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Apresentação

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Olá, leitor, sou mestranda do PEQui-UFRJ (Programa de Pós-graduação em Ensino de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e montei esse blog, página e grupo do Facebook com a finalidade de fomentar o debate sobre o ensino de química para cegos e também em divulgar a idéia central do conteúdo da pesquisa da minha dissertação.
Esses três canais formam o meu produto final que será a forma de discutir com a comunidade de professores de química a temática que envolve o meu projeto que vem a ser “a análise das áudio-descrições das imagens estáticas em livros didáticos”, tomando como exemplo um livro muito divulgado e aceito pelos professores: o “Química” da professora Martha Reis. Esse material é distribuído nacionalmente na Rede Pública, no atual PNLD (2014-2017).
Nesses espaços proporei algumas leituras, discussões e exercícios que conto com a resposta de todos que se sentirem a vontade de retornar com suas participações.
Então vamos começar essa conversa? Desde já agradeço a todos pela participação.

 

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Do abstrato ao concreto: projeto desenvolve estratégias para ensino de química a cegos

A iniciativa para o projeto partiu de alunos que trabalharam como voluntários na Associação de Cegos de Juiz de Fora (Foto: Géssica Leine)

Imagine-se na seguinte situação: você está assistindo a uma aula de Química, mas seus olhos estão vendados. O professor começa a falar sobre a tabela periódica, indicando onde alguns elementos se encontram. “Aqui estão os gases nobres”. Se você não está familiarizado com a disciplina, ou mesmo nunca viu uma tabela periódica, não conseguirá visualizar o que o professor está falando. Esta é apenas uma situação hipotética e, mesmo assim, você poderia tirar a venda dos olhos a qualquer momento.

Agora pense em uma pessoa cega participando da mesma aula. Como fazer com que ela entenda o que o professor quer mostrar?

Pensando nisso, um projeto desenvolvido no Departamento de Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenado pela professora Ivoní de Freitas Reis, procura desenvolver métodos alternativos para auxiliar na aprendizagem de química para alunos cegos.

A iniciativa de trabalhar com estratégias de ensino para cegos partiu de dois alunos do Ensino Médio do Colégio Militar, Isadora Baesso e Luis Filipe Oliveira. A princípio, os jovens ensinavam, como voluntários, na Associação de Cegos de Juiz de Fora, onde os estudantes notaram uma desmotivação por parte dos atendidos da Instituição. “O fato das pessoas não saberem lidar com o fato de serem cegas desmotiva e faz com que não queiram assistir às aulas. Era muito difícil ter alunos que realmente quisessem e estivessem dispostos a aprender”, conta Luis Filipe.

“A química, que é uma ciência tão abstrata, passa a ser concreta. Passa-se a ver com os dedos, ver com as mãos aquilo que queremos explicar”

Ivoní, que já trabalhava com inclusão para surdos, aderiu à ideia. “Quando eles chegaram com tanta vontade de trabalhar com essa demanda, já fazendo um trabalho sozinhos, conversei com minhas orientandas de mestrado e doutorado e falei da necessidade de darmos apoio a esses meninos. Resolvemos, assim, montar o projeto no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (PROBIC-Jr), que estava aberto na pró-reitoria de pesquisa”, explica a pesquisadora.

O projeto foi apresentado na 22ª edição do Seminário de Iniciação Científica (Semic) da UFJF, que aconteceu em outubro desse ano, e ficouentre os premiados na área de Ciências Exatas e da Terra.

Métodos alternativos

O trabalho consiste na produção de materiais táteis que representam diferentes elementos da Química, unindo, assim, o ensino à percepção. “A química, que é uma ciência tão abstrata, passa a ser concreta. Passa-se a ver com os dedos, ver com as mãos aquilo que queremos explicar”, diz Ivoní.

A iniciativa para o projeto partiu de alunos que trabalharam como voluntários na Associação de Cegos de Juiz de Fora (Foto: Géssica Leine)

Para testar a eficiência dos materiais, o grupo conta com a ajuda de Walace Vieira, primeiro aluno de Luis e Isabela, que colabora com o projeto desde então. A partir das principais dificuldades de Walace em relação à disciplina, a equipe se orienta na elaboração e planejamento dos métodos de ensino. Há uma preocupação também com a textura dos produtos que utilizam para compor os materiais, evitando os que possam causar algum dano físico ou que, por algum outro motivo, não sejam apropriados para o tato.

Inclusão também para surdos

Trabalhando também com educação inclusiva para surdos, Jomara Mendes Fernandes, doutoranda em Química, ressalta que o que produzem no projeto pode conciliar o trabalho com as duas condições. “Com a surdez, você tem que estar sempre colocando visual em primeiro lugar. Mas, para trabalhar com cegos, o que tem que colocar em primeiro lugar? Tem que colocar a leitura daquele conhecimento através das mãos. Fazer a imersão nesse outro lado da deficiência também trouxe contribuições no sentido de pensar que você pode construir um material que seja bom para o cego, no momento em que ele for tatear, e que também seja bom para um surdo, no momento que ele está olhando para aquele material e está vendo o conhecimento representado de uma outra maneira.”

O projeto também abre espaço para materiais voltados não somente para estudantes cegos, como também para surdos (Foto: Géssica Leine)

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

Em Julho de 2015, foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Entre os direitos promovidos, está o direito à educação, assegurando “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida”. Porém, segundo a doutoranda em Química e integrante do projeto, Sandra Franco Patrocínio, ainda há pouca preparação por parte dos professores. Uma das propostas do trabalho que estão desenvolvendo é levar esse conhecimento aos docentes. “Nosso objetivo é conseguir aproximar o professor da educação básica para essa realidade, porque observamos que a formação da licenciatura não permite que o profissional tenha tempo suficiente para estudar todas as formas de incluir esses alunos.”

http://www.ufjf.br/noticias/2016/12/02/do-abstrato-ao-concreto-projeto-desenvolve-estrategias-para-ensino-de-quimica-a-cegos/

Tabela Periódica para cegos (vídeo)

SUBMISSÃO DE TRABALHOS

Fonte: SUBMISSÃO DE TRABALHOS

Fonte: Publicações | PEQui – Programa de Pós Graduação em Ensino de Química da UFRJ

Ensino de Química em Revista – Volume 1 Das Teorias às Propostas de Ação CLIQUE AQUI PARA TER ACESSO AO LIVRO COMPLETO

Livros de Química do PNLD 2018

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Segue o link do drive do Pesquisas de química onde vou colocar uma a uma das coleções que eu for conseguindo:

https://drive.google.com/open?id=0Bycm4W3NO9SKU195RGJUeElqaUk

Guia digital do PNLD 2018 – MEC

http://www.fnde.gov.br/pnld-2018/index.html

Em breve, nesse blog serão postadas as análises feitas por mim sobre cada coleção.

Fonte: https://crispassinato.wordpress.com/2017/08/19/livros-de-quimica-do-pnld-2018/

Tabela Periódica em Braille*

Hace un par de meses, participando en un ciclo de conferencias científicas organizado en el marco del Año Internacional de la Química 2011 auspiciado por la Turkish Chemical Society, llegó a mis manos una publicación singular: una tabla periódica en Braille. Inmediatamente me sentí fascinada ante la belleza y la complejidad del documento; más allá del sistema táctil de lectura-escritura basado en el código de puntos en relieve ideado por Louis Braille, se trataba de un libro constituido por varias páginas, y que por tanto difiere mucho de la representación habitual de la tabla periódica que la que suscribe está acostumbrada a manejar y en la cual los elementos químicos se distribuyen en grupos y periodos en una sola página.

La curiosidad por conocer los detalles del documento me llevó a contactar con la delegación territorial de la Organización Nacional de Ciegos en España (ONCE). Así descubrí que se trata de una representación lineal de la tabla  periódica, en la que si bien se mantiene la agrupación de los distintos elementos químicos conforme a sus propiedades y características, las columnas verticales ó grupos se convierten en líneas de escritura en relieve. Así, en el margen izquierdo de cada página aparece el nombre de cada elemento, junto con su símbolo químico, la indicación del periodo al cual pertenece, y su número y peso atómicos. La Tabla Periódica en Braille que llegó a mis manos fue una iniciativa de la IUPAC para las asociaciones químicas de diversos países, que utilizando la representación del sistema Braille universal traducido a distintos idiomas, permite abordar la enseñanza de la química a personas ciegas o deficientes visuales. A través de iniciativas como ésta, se están abriendo puertas que ayudan a combatir la marginación social y cultural de ciegos y deficientes visuales a través del acceso a una formación adaptada a sus necesidades.

Alfabeto en simbología Braille basado en la matriz de seis puntos escritos en relieve y dispuestos en dos columnas paralelas. (Fuente ONCE)

En España, el Departamento de Orientación, Investigación y Elaboración Didácticas para ciegos y deficientes visuales de la ONCE ha elaborado recientemente una actualización de la Tabla Periódica que combina la representación habitual en relieve (sistema Braille de puntos en relieve) con reproducciones en color y texturas diferentes (Braille y tinta). Además de la representación lineal, estructurada de manera similar a mencionada anteriormente, la ONCE ha elaborado una tabla periódica plegable, que combina la reproducción en relieve y color respetando la estructura habitual de filas y columnas (grupos y periodos). En esta representación se utilizan símbolos que expresan conceptos diferentes en función de su forma y textura o color (ver Figura ). La forma del símbolo hace referencia al grupo al cual pertenece el elemento químico, mientras que la textura o el color se refieren al estado de agregación en que dicho elemento químico se encuentra en la naturaleza (sólido, líquido, gas o sintético). Además, se incluye una leyenda que hace referencia a la clasificación de los elementos como metales, semimetales o no‐metales. En el grupo 3, los periodos 6 y 7 correspondientes al Lantano y Actinio aparecen marcados con sendos asteriscos, indicando la mención posterior de Lantánidos y Actínidos. También se incluyen algunos elementos sintéticos como los transactínidos con número atómico entre 104 y 118. En el cuaderno de la representación lineal de la Tabla Periódica se recoge además una gran información acerca de los elementos químicos ya que junto con el símbolo químico, peso y número atómico de los distintos elementos, se incluyen otras propiedades físico‐químicas como la densidad, los puntos de fusión y ebullición, los estados de oxidación de dicho elemento, el isótopo más estable, etc. Se trata de una obra de arte didáctica y útil que muestra el trabajo genial de la ONCE con una simbología fácil y que permite  abordar la enseñanza de la química en la representación del sistema Braille. Todo un ejemplo de inspiración que demuestra cómo el trabajo de Mendeleiev aún puede sorprender y estimular a aquellos que amamos la química.

* Artigo Publicado na Revista do Grupo Especializado de Adsorção da Real Sociedade Espanhola de Química (RSEQ), Materiales en Adsorción y Catálisis, número 3 de Fevereiro de 2012 (ISSN 2173-0253). A revista e o artigo estão acessíveis em www.adsorcion.com/revista.

 

Por Conchi Ania**

**Departamento de Procesos Químicos en Energía y Medio Ambiente | Instituto Nacional del Carbón (INCAR, CSIC), Oviedo, España

Fonte: http://quimicaparatodosuevora.blogspot.com.br/2012/02/tabela-periodica-em-braille.html

TecnoAssist Braille – Braille no Dosvox

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